segunda-feira, 18 de junho de 2018

Macarrão incolor - Lucas Jammal

Tudo que tenho são pessoas fracas,
Aquelas, que fracassam no amor,
Pessoas felizes, gordas facas,
Que cortam no meio, o macarrão incolor.

Da pátria, eu tenho grandes traidores
E os nacionalistas de plantão
E também, aquele povinho das flores,
Que apoiam os maiores genocidas da nação.

Pessoas fracas me corroendo por dentro,
Entram bem no meio e desviam meu centro,
Com esse passar de anos que me segura em vão.

E então, insatisfeito, penso em atravessar o mar,
E deixar esse lugar podre, chamado de lar...
E enterrar, com meu país, meu coração.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Receber o mundo - Lucas Jammal

O amor me dá uma receita de sofrer,
Mas eu erro a receita, estrago o amor.
E nesse mundo que não para de crescer,
Sou cada vez menor. Sou só um sonhador. 

Não sabes como soa, tua voz em meu ouvido. 
Não sabes que teu cheiro, entranha no peito, profundo, 
Teu rosto é luz que me deixa adormecido, 
Adormecido, enquanto gira, ao teu redor, meu mundo. 

Mundo, este meu mundo, que gira ao redor de tudo,
Mundo belo, mundo todo, tua grandeza me deixa mudo,  
Quero tanto conhece-lo, quero tanto concebe-lo!

Quero te criar, com meu olhar, que te admira, 
Mundo vasto e desfocado, que não merece mira, 
Abrirei ao máximo, meus braços, para recebe-lo! 

Girl in the shadow - Lucas Jammal

There is a girl in the shadow,
A girl that hate light,
With her, I stop being blind,
Oh, she makes the darkness glow!

There is a girl at the snow,
She is the only one who keeps me warm,
Oh God! How I love that girl! 
She must be always in my arms! 

Girl in the shadow, where are you? 
You feel so bored, you feel so lonely,
You know that modern love is blue,
But I want to be your only!

And when you think about me,
I want that you can see a future! 
And that’s what our future will be,
And we will make our own culture! 

Culture of the silence, darkness and love,
Religion of love, and happy family, 
And those things that are above 
The sun and it’s eternity... 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

For two hands in a glove - Lucas Jammal

While you wait...
Lots of people around...
We are trying to create a fate...
But fate has no sound...

Lots of apples everywhere...
And your favorite rose
You put it in anywhere,
Good smell for any nose.

And you cry, you cry, you cry,
And so slow the time passes.
And the urges could die,
like a music for the masses...

And we listen together,
For the music that will be forever,
Between our love...
But all the others will forget,
While the fire we will set,
For two hands in a glove.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Quando eu me vitimismo - Lucas Jammal

Quando eu me vitimismo,
O óbvio vira imprevisível,
Deus vira insensível,
O homem, estuprador,
A economia, um diabo,
O ódio vira amor
E o amor, nada.

Quando eu me vitimismo,
Jogo fora, tantos anos de trabalho...
Trabalho é o caralho!
Trabalho é o caralho!

Quando eu me vitimismo,
Eu encho o mundo de sofismo,
E o recheio de minorias,
E a cereja do bolo, é uma bomba vermelha,
A cereja deliciosa do " e agora? "
Que, assim como o trabalho,
Todo mundo adora...
Todo mundo, o caralho!

Qualquer coisinha é violência,
O mundo é mundo canibal.
Você, o Sr Donizildo,
E eu, um pobre animal,
Que todo mundo quer abraçar,
" Tadinho, ele não fez nada de errado!
Ele não é vilão, ele é um coitado de um herói!
É o herói dos coitadinhos! "
Oh, pobres humanos tão sozinhos.

Você é burrinho, não pode estudar,
É coitadinho, não pode trabalhar,
Você gosta de comer?
Então deixa eu te engordar!
Deixa o cabelo crescer,
O mundo tem que gostar!

E transe com a utopia, transe com a utopia!
Transa, que hoje em dia, até cocô é poesia!
E coma teu cocô, sem pestanejar,
Que a hemorroida é o amiguinho que te deixa sem ar!
A criança que enfiou a havaiana de pau na bunda,
Hoje toma moloko com soma, pro grande irmão, agradar!
Come, bebe, dorme e caga, criança imunda e moribunda!
Que é no sanduíche de bosta que eu vou votar!
Ou então, o babaca inútil, sempre a se vitimizar.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Amor obsoleto - Lucas Jammal

Tão frio, que não converso com ninguém,
Tão frio, que nem consigo mais sentir,
Tão frio, que nem consigo ser alguém,
E os filmes do Lars me fazem rir.

Tão frio, que só escuto coisas góticas
E tenho nojo do amor.
Tão frio, que a alma é robótica,
Tão robótica, que nem sinto dor.

Tão frio, que nada me afeta,
Tão frio, que ando em linha reta
E o silêncio é o melhor musical!

Tão frio, que esse soneto
Se chama " amor obsoleto ".
Obsoleto, ou até trivial...

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Piscina de amizade - Lucas Jammal

Sou teu amigo do coração,
Aquele que escuta tudo
E escuta tudo, com muita atenção,
Mesmo o silêncio, ele escuta, mudo.

Mudo, mas ele continua falando,
Pequenos textos gigantescos, ele resolve escrever,
Pois esse amigo, tem sempre tanta coisa pra te dizer,
Pois é amigo do coração! Portanto está amando!

E mesmo longe, ele resolve te abraçar,
Esse urso quentinho, que é tão carinhoso!
E ele fica feliz! Pois é tão bom amar!
Tão bom amar, quando se é amoroso!

Mas é terrível se sentir impotente,
É terrível não poder te salvar,
Não ter sua atenção, me deixa doente,
Eu não consigo nem respirar!

Mas eu me acalmo, pois sei que posso te escutar!
Em algum lugar, você fala, em algum lugar especial!
Um lugar bonito, de te imaginar e querer te levar!
Um lugar romântico e natural.

É tão romântica e natural, uma cantiga de amigo,
Essa cantiga, de amigos que não conseguem se desgrudar!
Quando estou contigo, não existe mais perigo,
Portanto eu sinto que nunca vou poder te deixar!

Num lugar quente, contigo, eu quero entrar no mar,
Num lugar frio, contigo, na neve, eu quero deitar!
Num lugar pacífico, contigo, eu quero respirar!
Mil lugares específicos, eu quero te levar!

Esse poema tem oito estrofes, pois oito é infinito!
Nossa união é eterna! Não tem como acabar!
Nosso amor é muito doce, intenso e bonito!
E é nesse mar de amor que vou sempre mergulhar!